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Introdução

O Laboratório de Síntese de Nanoestruturas e Interação com Biossistemas (NanoBioss) é fruto da união das competências e facilidades experimentais de dois importantes laboratórios do Instituto de Química da Unicamp com fortíssima atividade nas nanotecnologias e reconhecidos nacionalmente e internacionalmente, ou seja, o Laboratório de Química do Estado Sólido (LQES) e o Laboratório de Química Biológica (LQB), coordenados pelos Professores Oswaldo Luiz Alves e Nelson Durán, respectivamente. Estes laboratórios têm um histórico de cooperação de mais de 10 anos, envolvendo síntese dos mais diversos nanomateriais e o estudo de seus impactos frente ao homem e ao meio ambiente, dentro da perspectiva de avaliação dos riscos das nanotecnologias. Esta cultura híbrida faz do NanoBioss um laboratório singular em termos regionais e nacionais na medida em que exercita, no mais alto nível, a multidisciplinaridade e a complexidade emergente do contato de áreas tais como a Química do Estado Sólido, a Química de Materiais e a Química Biológica. Tais características têm sido uma tônica nos trabalhos de colaboração e patentes realizados, muitos dos quais atingindo níveis de citação superiores a 100, como é o caso dos trabalhos envolvendo a produção nanobiotecnológica de nanopartículas de prata através do fungo Fusarium oxysporum, que acabou gerando patente internacional de um tecido antibacteriano. Além de uma produção científica que ultrapassa 400 trabalhos, os coordenadores do NanoBioss têm um número importante de patentes nacionais, bem como, transferência de tecnologia para o setor produtivo absorvido pelo mercado e com resultados comerciais. Neste caso nos referimos ao produto de base nanotecnológica conhecido como Dept®, comercializado pela empresa Contech (Valinhos, SP) para remediação ambiental de efluentes de indústria têxtil e papeleira. Já foram formados nesta plataforma mais de 30 alunos de pós-graduação e 15 alunos de IC, além de estagiários de pós-doutoramento do Brasil e Exterior.

Dada as características das atividades do NanoBioss foi construída ao longo do tempo uma infraestrutura bastante singular que privilegia as mais diferentes metodologias de síntese, dentre elas: síntese em atmosfera inerte, altas temperaturas, produção de filmes, nanonização, encapsulamento, síntese de nanoestruturas usando microorganismos, além de facilidades para a realização de vários ensaios de nanotoxicologia, dada a presença de facilidades para a cultura de fungos e bactérias. Soma-se a isto, uma robusta plataforma de métodos físicos de caracterização baseada em microscopias, espectroscopias e métodos de espalhamento (estes aspectos serão destacados em outro ponto desta proposta). A cultura desenvolvida nestas atividades tem feito com que os alunos oriundos deste processo estejam ocupando posições não só na academia como no setor produtivo.